"O meu nome é saudade
Sou a história que ninguém quer ouvir
Sou o medo que ninguém quer sentir
Mas nem tudo em mim é mau
Nem tudo em mim é dor
Sem mim não há amor"
Sem mim não há amor"
a palavra escrita é como a maresia nos cabelos e na língua, dá-me o ímpeto de seguir para o horizonte
Sua temperatura e dias
e anos
Suas meninices e
virilidades
Embriago-me
Na normalidade que a
tudo inunda
Não percebo a crueldade
muda
Ao ritmo do tempo
Acostumo-me
A normalidade inunda
tudo de dor e beleza
O amargo feitiço da
ilusão
Que persiste além do
tempo e vontades
Entrego-me
Nos meus sonhos amorfos
Amparo suas asas
No caos dos meus
desejos
Revelo-me
Na impossibilidade da
lucidez
O caos da loucura é o
alívio
No desejo de uma sã
explicação
Desfaço-me
Nas minhas camadas
O descompasso culmina
No ciclo mordaz das
ilusões
Sujeito-me
...